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Curiosidades durante o hino na história das Copas do Mundo

Curiosidades durante o hino nas Copas: a vigésima segunda edição da Copa do Mundo está chegando. Você poderá começar a acompanhar a competição mais famosa no mundo do futebol a partir do dia 20 de novembro de 2022. A partida de estreia será entre Catar, país sede, e Equador, no Grupo A.

Com 32 países e grandes craques, é inegável que as Copas sempre geram grandes festas e comemorações ao redor do planeta. Afinal, seleções que disputam a competição representam as nações e cada vitória é uma alegria à parte para cada país.

Nas Copa, o orgulho e a sensação de representação já começam antes da bola rolar quando os hinos são tocados e cantados pela torcida e, principalmente,  pelos jogadores.

Mesmo não sendo o ápice da partida de futebol, os hinos também marcaram a história das Copas com episódios variados.

Gafe no hino

Lá atrás, na Copa de 1930, na partida entre Argentina e México, uma gafe entrou para a história com a execução dos hinos.

Enquanto os jogadores das duas seleções se aqueciam, nos alto-falantes do Estádio Centenário, em Montevidéu, o hino mexicano começou a tocar sem aviso prévio. Isso fez com que os jogadores do país, que se preparavam para a partida, se posicionacem e respeitassem a execução.

Quando a pessoa que cuidava do som percebeu, o hino foi rapidamente pausado.

Ninguém sabia cantar?

No Brasil, na Copa de 1950, outro momento marcante aconteceu durante a execução dos hinos.

Além dos hinos dos outros países, o hino do Brasil também estava presente nas partidas. Mas um fato que chamou a atenção foi o silêncio por parte da torcida brasileira. 

A atitude acabou gerando incômodo às autoridades brasileiras. Para tentar contornar a situação, o Senado Federal, para popularizar o hino, lançou uma campanha de divulgação da letra da canção.

A emoção de um título

Quatro anos depois, quando a Alemanha foi campeã da Copa de 1954 organizada na Suíça, o hino causou comoção nos jogadores campeões.

Na ocasião, Alemanha Ocidental venceu a Hungria por 3 a 2. Durante a cerimônia de coroação do campeão e entrega da taça, que na época era a  Jules Rimet, os jogadores “saíram do comum” quando ouviram o hino. Contagiados pela emoção do título, deram as mãos.

Rivalidade até no hino

Em 1966, na Copa realizada na Inglaterra e também conquistada pelos ingleses, uma polêmica afetou os hinos nacionais.

Um dos integrantes do Grupo D era a Coréia do Norte, país socialista e que não tinha relações diplomáticas com o país que sediava a Copa, a Inglaterra.

Por conta deste motivo, os ingleses não queriam que o hino norte-coreano fosse executado no país.

Para isso, eles decretaram que os hinos só seriam executados nos jogos de abertura e na final da competição.

A Coréia do Norte, não tão forte no futebol, chegou a assustar os ingleses após ficar  em segundo na fase de grupos e avançar para as quartas de final.

Mas para alívio dos ingleses e tristeza dos norte-coreanos, nas quartas, Portugal bateu a Coréia do Norte por 5 a 3 e eliminou a seleção, que era tida como surpresa na Copa do Mundo.

Hino muito longo

Na Copa de 1970, uma gafe, que na época foi vista por alguns como um sinal de desrespeito, também marcou a execução dos hinos antes das partidas da Copa.

Nas quartas de final, antes da bola rolar para a antiga União Soviética e Uruguai, durante a execução do hino do país sul-americano, os jogadores soviéticos abandonaram a posição de respeito em relação à canção uruguaia.

No entanto, os jogadores não fizeram isso como um sinal de desrespeito, mas sim por confusão. Por conta do hino do Uruguai ser longo e ter uma pausa de silêncio bem no meio, os jogadores da União Soviética acabaram achando que a execução já havia acabado e por isso acabaram abandonando a posição.

Confundiram as bolas durante os hinos

Em 1982, mais uma gafe marcou a história dos hinos nas Copas. Na competição, os responsáveis pelos hinos erraram em duas oportunidades. No jogo entre Itália e Polônia, disputado no Estádio de Balaídos e que terminou empatado por 0 a 0, antes da bola rolar, os torcedores e jogadores ficaram confusos.

Na hora da execução do hino polonês, ouviu-se o hino da Galícia, depois executaram o hino da Itália corretamente. Quando os organizadores tentaram voltar para o hino da Polônia, acabaram executando o hino polônes junto ao da Galícia, o que acabou gerando uma grande confusão.

Ainda em 1982, mas agora na final entre Itália e Alemanha, os responsáveis acabaram errando o hino alemão e gerou revolta, principalmente, no treinador.

Mais uma confusão! Dessa vez com o Brasil

Em 1986, durante a partida entre Brasil e Espanha, os organizadores se confundiram e acabaram executando o Hino à Bandeira em vez do hino nacional.

Alguns jogadores mais engajados, como Sócrates, se incomodaram com a execução errada logo na estreia do Brasil na competição de 1986.

Maradona com raiva durante o hino

Em 1990, uma polêmica marcou a final da Copa entre Alemanha e Argentina. Na semifinal, os argentinos acabaram eliminando a Itália, país sede, nos pênaltis.

Quando a Argentina de Maradona chegou na final para encarar os alemães, durante o hino do país sul-americano, a torcida italiana, que estava em peso por ser o país sede e estava com rancor dos argentinos por conta da eliminação, começou a vaiar a execução da canção. Quando a câmera enquadrou Maradona, vimos que o craque argentino xingava os italianos, que vaiavam o hino do país.

Esqueceram de Togo

Em 2006, na Copa realizada na Alemanha, foi a vez de Togo ficar na bronca na hora da execução dos hinos.

Ainda na fase de grupos, na partida entre Coréia do Sul e Togo, o hino dos sul-coreanos foi executado duas vezes e o hino togolês acabou sendo reproduzido com atraso.

Cortaram o hino

Na Copa realizada na África do Sul, em 2010, os hinos eram executados por no máximo 90 segundos e acabou fazendo com que o hino do país sede fosse cortado, já que a canção conta com quatro partes, sendo que cada uma está em um idioma diferente.

Texto por Lucas Perillo. Tudo sobre esporte me atrai, talvez seja por isso que minha aula favorita na escola era educação física. Atleta frustrado, me dediquei ao jornalismo, pois já que não podia ser um profissional praticando esporte, decidi ser um profissional cobrindo esporte. 

A gente quer te lembrar de uma coisa importante: a KTO é um lugar para quem tem mais de 18 anos se entreter e aproveitar momentos de descontração e alegria. Se você ainda é menor, ou se o jogo não está tão divertido assim no momento, deixe para voltar mais tarde.

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